sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Pretérito Amor
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Tão Cedo
Você partiu de maneira repentina,
súbita maneira...
Você partiu de maneira repentina,
súbita maneira...
Deixou-me falando ao silêncio
Escolhendo as palavras para semear
Em teu coração.
Para que gostes de mim,
Eu tenho de gostar de mim,
Dar o que eu tenho de melhor...
Te dar o que eu tenho de melhor.
Deixaste em minha a angustiante
Saudade pela tua volta,
E quando surgiste
Com essa pose marota,
Faceira.
Novamente você
Deixou-me falando ao silêncio,
Você partiu de maneira repentina,
súbita maneira...
Deixou-me falando ao silêncio
Escolhendo as palavras para semear em teu coração.
Para que gostes de mim, eu tenho de gostar de mim,
Dar o que eu tenho de melhor...
Te dar o que eu tenho de melhor.
Deixaste em minha a angustiante saudade pela tua volta,
E quando surgiste com essa pose marota,
Faceira.,
Novamente você
Deixou-me falando ao silêncio,
Você partiu de maneira repentina,
súbita maneira...
Inexplicável
Meu pensamento acompanha-te,
A proteger-te na distância.
Buscar-te silenciosamente pela manhã,
Enquanto percorre distantes caminhos.
Sair noite à dentro buscando-te,
Enquanto junto aos teus estás.
Seguir-te pelas ruas para,
Pelo menos,
Um pouco mais
Próximo de ti estar.
Parados frente a frente,
Teus olhos intensamente azuis a esperar
Um gesto meu.
Minha vontade naquele instante
Foi de ordenar que fechasse os teus,
Para candidamente
Beijá-los.
Num último instante,
Quem sabe,
A tua boca tocar.
Deixei que fosse embora,
Madrugada adentro.
Arrependimento,
Que tira agora
O sono meu.
Fração Imprópria
Imaginação,
Força maior de todas as energias.
Até que ela sucumba sob a certeza de uma verdade
Que se fez mais docemente imaginativa
Que ela própria...
El Color Del Cielo
Tus ojos tienen el color del cielo
Em la mañana...
Em todo despertar de
Los dias de mi vida,
Las mañanas hastan
De hacer mi alma llembrar,
Hasta de marcar mi vida,
En el dia de mi muerte,
Que tus ojos tienen el color del cielo
Em la mañana.
Chega
Chega
Do suave gesto,
De secar tua lágrima
Que nunca caiu.
Meu intento de amparar teu pranto
Não tem mais por que existir.
Minha alma cansa se tu queres o fel.
Retraída é a tua tensa alma,
Estilhaçada
Pela dura existência que foste a tua.
Nada mais posso
Ou quero
Fazer por ti.
Camaleoa
Cor que muda
Infinita,
Incessantemente.
Pensamentos
Assustadoramente mutantes.
Facetas
Repentinamente cruéis,
Inesperadas,
Como Cor que muda
Infinita,
Incessantemente.
Coito em palavras
Quero ter você em volta de mim,
Tuas pernas cercando minhas ancas...
Quero que você me devore,
Num sargaço de louca tensão...
Dimensão ímpar do prazer único...
Rouquidão uníssona
De um gemer que arranha a fronha...
De dedos tesos que parecem cortar o pano...
De dorsos quentes que querem matar a sede no suor alheio...
Eu te sugo
Com o prazer imenso que em mim seguirá.
Equus
Potranca selvagem,
Entregue numa cavalgada sagaz
e insensata.
Cega de cio, ensandecida de sexo,
Desvairada e rendida,
Na retidão de teu próprio gôzo.
Voz
Voz tranqüila e grave,
Calma e suave é a tua...
Voz que parece
O som das águas de
Um caudaloso rio,
No qual mergulho
Sentimentos meus.
Deixá-los correr
Rio abaixo,
Rio caudaloso
Que é tua voz,
Tranqüila e suave,
Grave e calma
É a tua voz.
Tens
Tens
em tua alma morena
o ar da menina do campo.
A voz marcante como a tua chegada,
que pára o tempo
à tua volta.
Olhos intensamente brilhantes,
pulsantes,
como a caudalosa castanhez
do leito de um riacho doce.
Doce como teus gestos,
insinuantes na leve dança
vívido,
uníssono,
na essência
do teu existir.
Quanto Mais
Quanto mais te beijo
Quanto mais te amo
Muito mais te quero
Amor em mim, amor profano
Pecado que não existe
Vontade que persiste
Vontade que me deixa triste
De tão perto estar de ti
De não poder te tocar
Aceitar teu falso "não"
Te ver ninar
A menina e o irmão
Saber que estás tão perto
E não poder te amar
Fazer a mão singrar pelo teu corpo
Fitar teus cândidos olhos
Sentir em mim do amor o sôpro,
Me dizendo:
"Quanto mais te beijo
Quanto mais te amo
Quanto mais te quero"
E com meus olhos te respondo:
Preciso
Preciso fazer com que essa chama se apague
Preciso fechar essa porta
Que insiste em abrir-se
Com o sopro do vento da saudade
Preciso que se faça em mim o esquecimento
Pois que não suporto mais o sofrimento
Pois que meu coração clama por parar de navegar errante
Neste mar de crueldade
Pois que a solidão chora, fala alto
E ainda me corta.
Pois que minha alma está cansada
De esperar por alguém que a afague.
Preciso...
Bárbaro
Ímpar
Pop
Cult
Bárbaro
Do seu forte abraço
De sua impetuosa bondade
Do seu sincretismo
Infinito saber
Aflora
A Amizade Sincera
Intepestuosa
Volátil
Luz
Que a tudo cativa
Nenhuma alma
Se desvencilha do seu brilho
Ímpar
Pop
Cult
Bárbaro...
O olhar
A troca de olhar
Que atravessa o ar,
Os muros, os carros,
Pessoas comuns
E estranhas pessoas.
A escuridão repentina
Que não desfaz o elo
Eterno e único
Que reduz o tudo
Ao nada.
Olhares absurdamente radiantes e
Incansavelmente felizes.
Olhares absolutamente poderosos,
Magneticamente implacáveis,
Tornando infinito o instante
Em que se defrontaram.
Como se nada existisse no mundo
Além dos donos destes olhos,
Tornando infinito o instante
Em que se encontraram.
Olhar inesquecível ainda que momentâneo,
Olhar implacável,
Que consegue subjugar
Aos mais arredios
E astutos olhos.
Olhar que faz o outro confessar
Os desejos mais escondidos,
A vontade de se entregar
E unir-se Em um só
Sôpro de vida.
Percorrer os corpos sofregamente,
Sem as mãos,
Ainda que querendo
Possuir desesperadamente
Um ao outro,
E não poder.
Vencida a distância
Entre seus corpos,
Saciados os desejos
De suas carnes,
Esquecidas as barreiras
Que suas existências impõem,
Esquecem seus corpos
Fatigados e soltos
Lado a lado.
Os olhos
Antes vorazes
Agora repousam
Sobre a boca,
A tez,
O dorso,
As mãos,
Os cabelos,
Os braços.
Sobre cada fragmento
Do ser que há pouco
Ou muito tempo
Reciprocamente desejavam.
Até que então se fecham
E levam os donos destes olhos
A um sonho brando
E branco,
Dos quais certamente
Não se lembrarão.
Seus pensamentos
Também estão adormecidos
E esgotados.
Totalmente indefesos,
Entregues ao relento
E covardemente rendidos...
Medo de Góbi
Tu és como um oásis no meio do deserto,
Que muda de lugar
com a dança eternaDas areias
Encontrar-te é uma dúvida
Que me angustia,
Pois a cada dia só
Se faz mais certa a incerteza,
Dança das areias,
Do dia em que irei te encontrar...
A Tua Passagem
Mesmo que
em um segundo apenas
se faz presente,
furtivamente,
assustada,
para se fazer valer a tua existência
em minha lembrança,
a tua passagem
em meu dia.
Lampejo
Despertaste em mim
a dúvida existencial
que faz sucumbir o homem
à Força do coração...
à fraqueza do desejo,
ao medo do arrependimento,
de deixar a vida passar diante de si...
Fugidío
Tolher a carência tua,
Rasgar o peito e pôr pra fora
O que grita a alma.
Enquanto toco os teus pés
E repouso meus beijos
Nos olhos teus.
Fazer dissipar
Teu medo fugidio,
A cada momento que pedes
Que fique ao lado teu.
Para tanto fazer
Falta tão pouco,
Mas fica em mim a incerteza, medo
Do teu negar.
De não querer que eu faça
Tolher a carência tua.
Eternas
Enquanto insistes
Em transformar teus anseios,
Sentimentos desconexos
Que atordoam à minha lancinante angústia.
Pois nunca sei
Como receber-te em tua volta,
Se com o beijo,
Se com o olhar.
Porém meu espírito afaga o teu agora,
Enquanto adormecida estás.
Sempre,
Numa entrega cármica,
Certeza de duas existências passadas,
Duas existências amantes.
Em Vão
Ao preço de tuas sutis súplicas,
Ansioso capricho faz pouco,
Fingindo que tais não existem.
Torna teus olhos em direção à indiferença,
Enquanto tanto
E tudo quer.
E tendo dado
Tão pouco.
Desvairio
Desatino latente,
Incerto errante.
Turvas vontades
Que afloram de um nada
Inebriante.
Meu abraço
Que insiste num laço
Em torno tua alma.
Desesperado
Por não conseguir aplacar,
Em vão,
O desatino latente,
Incerto errante.
Canto
Gosto de assim pensar.
O lugar do canto
é um canto do mundo,
que abraça um pedaço
de nossas vidas.
Vidas que cantam,
que se cruzam num canto,
do lugar do canto,
num canto do mundoAcalenta
Acalenta e acalma
a alma.
Sorri para
o mundo.
Afaga
e ouve...
Sorve a
alegria
do dia,
da noite
num copo.
Inebria o infinito
com tua existência,
esfuziante,
incessante,
cativante,
que num segundo incendeia
à tudo
à sua volta...
E no outro
acalenta e acalma
a alma.
Alívio
que toma a minha mão,
abraçada em desespero à pena,
Na ânsia de discorrer palavras
Num sem fim.
Incansável,
Sofregamente,
Coito Cálido,
Furtivo,
Que explode em um êxtase
De letras alvoroçadas.
Ápice do prazer abstrato de mim,
Insano poeta.
Miragem
que pára o tempo.
Num instante,
O teu surgimento.
Meu silêncio,
Calado lamento.
Miragem...
que pára o tempo.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Escorpiana
uma mulher madura, realizada, decidida,
Que me falou desejar um banho de rio e querer cuidar de mim,
Essa escorpiana signatária da paixao incandescente e fatal.
Uma mulher que se revela em um espirito sábio e evoluido,
E num impulso sem sentido,
Arrebatou minha vontade de estar com ela,
Até minha vida chegar ao fim.
Deixar-me ser ferido por seu doce veneno,
Tornar-me cativo de seu corpo moreno,
Desejar a sua presença plena
Apesar de eu só poder ter sua ausência serena.
Nao sei ainda qual o sabor da sua boca,
Nem ao menos qual a cor do seu perfume,
E muito menos como tocaria o meu corpo,
Como me confortaria em momentos de tristeza,
solidâo e humana fraqueza.
Mas em meu sonho ela atiça e assanha,
domina, enfeitiça e arranha
A minha pele que ainda estranha
o suave toque de uma
mulher madura, realizada, decidida,
que um dia surgiu em minha vida virtual.
Que me falou desejar um banho de rio e querer cuidar de mim,
Essa escorpiana signatária da paixao incandescente e fatal.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Assim...
Como se o vento que sopra naum aponta para um lugar para onde eu naum queira ir.
Como se naum tivesse mais vontade de ver o por do sol, sentir o vento bater.
Fico parado na beira da estrada, sem querer seguir adiante, nem sequer voltar...
Nem os versos da canção que diz: Quem sabe faz a hora, nao espera acontecer ... fazem mais sentido.
Esperar acontecer.
Assim eu vou ficando, esperando acontecer...