Lua
Que fragmenta em pequenos cristais
a vidraça de minha janela,
Cúmplice da noite
Vestida de um negro veludo brilhante.
Brisa
Que singra e sangra
O distraído silêncio,
Enquanto estrelas ali esparsas,
Infantis e indolentes,
Ousam tentar roubar
A tua cena,
Lua.
Tu que sem licença
Risca trapézio notívago,
cinza triste,
Exato
Num chão de breu.
E de procurar
Em palavras desenhar
O momento,
Perder a preciosidade
Escrita no lamento
De te perder
No céu,
Arrependimento
Sem juízo,
Porque não volta
O tempo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário