Três anos longe deste blog.
É como se você perdesse uma foto, um documento, ou até uma meia, que seja.
E depois de muito tempo, ao revirar uma gaveta, ou limpar o guarda-roupa, acabasse encontrando novamente o que outrora guardasse tão bem ou com a displicência inocente, inconsequente.
Um dúbio sentimento, de surpresa e culpa toma conta de sua consciência. Quantas vezes procurou tanto e precisou tanto deste objeto, para saciar uma lembrança, sanar uma necessidade primordial de outrora. A raiva de si mesmo por não ter conseguido o intento é engolfada pelos golpes de "mea culpa" vindos de todos os lados e todas as direções, que socam a consciência na boca do estômago.
Mas, enfim. Nâo vou fazer de novo o que fiz daquela vez, em que te perdi. Vou te deixar bem visível, na estante da minha sala de estar virtual, num mugar de destaque na minha barra de favoritos.
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