segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Tão Cedo

Você partiu de maneira repentina,

súbita maneira...

Você partiu de maneira repentina,

súbita maneira...

Deixou-me falando ao silêncio

Escolhendo as palavras para semear

Em teu coração.

Para que gostes de mim,

Eu tenho de gostar de mim,

Dar o que eu tenho de melhor...

Te dar o que eu tenho de melhor.

Deixaste em minha a angustiante

Saudade pela tua volta,

E quando surgiste

Com essa pose marota,

Faceira.

Novamente você

Deixou-me falando ao silêncio,

Você partiu de maneira repentina,

súbita maneira...

Deixou-me falando ao silêncio

Escolhendo as palavras para semear em teu coração.

Para que gostes de mim, eu tenho de gostar de mim,

Dar o que eu tenho de melhor...

Te dar o que eu tenho de melhor.

Deixaste em minha a angustiante saudade pela tua volta,

E quando surgiste com essa pose marota,

Faceira.,

Novamente você

Deixou-me falando ao silêncio,

Você partiu de maneira repentina,

súbita maneira...

Inexplicável

Meu pensamento acompanha-te,

A proteger-te na distância.

Buscar-te silenciosamente pela manhã,

Enquanto percorre distantes caminhos.

Sair noite à dentro buscando-te,

Enquanto junto aos teus estás.

Seguir-te pelas ruas para,

Pelo menos,

Um pouco mais

Próximo de ti estar.

Parados frente a frente,

Teus olhos intensamente azuis a esperar

Um gesto meu.

Minha vontade naquele instante

Foi de ordenar que fechasse os teus,

Para candidamente

Beijá-los.

Num último instante,

Quem sabe,

A tua boca tocar.

Deixei que fosse embora,

Madrugada adentro.

Arrependimento,

Que tira agora

O sono meu.

Fração Imprópria

Imaginação,

Força maior de todas as energias.

Até que ela sucumba sob a certeza de uma verdade

Que se fez mais docemente imaginativa

Que ela própria...

El Color Del Cielo

Tus ojos tienen el color del cielo

Em la mañana...

Em todo despertar de

Los dias de mi vida,

Las mañanas hastan

De hacer mi alma llembrar,

Hasta de marcar mi vida,

En el dia de mi muerte,

Que tus ojos tienen el color del cielo

Em la mañana.

Chega

Chega

Do suave gesto,

De secar tua lágrima

Que nunca caiu.

Meu intento de amparar teu pranto

Não tem mais por que existir.

Minha alma cansa se tu queres o fel.

Retraída é a tua tensa alma,

Estilhaçada

Pela dura existência que foste a tua.

Nada mais posso

Ou quero

Fazer por ti.

Camaleoa

Cor que muda

Infinita,

Incessantemente.

Pensamentos

Assustadoramente mutantes.

Facetas

Repentinamente cruéis,

Inesperadas,

Como Cor que muda

Infinita,

Incessantemente.

Coito em palavras

Quero ter você em volta de mim,

Tuas pernas cercando minhas ancas...

Quero que você me devore,

Num sargaço de louca tensão...

Dimensão ímpar do prazer único...

Rouquidão uníssona

De um gemer que arranha a fronha...

De dedos tesos que parecem cortar o pano...

De dorsos quentes que querem matar a sede no suor alheio...

Eu te sugo

Com o prazer imenso que em mim seguirá.

Equus

Potranca selvagem,


Entregue numa cavalgada sagaz


e insensata.


Cega de cio, ensandecida de sexo,


Desvairada e rendida,


Na retidão de teu próprio gôzo.

Voz

Voz tranqüila e grave,

Calma e suave é a tua...

Voz que parece

O som das águas de

Um caudaloso rio,

No qual mergulho

Sentimentos meus.

Deixá-los correr

Rio abaixo,

Rio caudaloso

Que é tua voz,

Tranqüila e suave,

Grave e calma

É a tua voz.

Tens

Tens

em tua alma morena

o ar da menina do campo.

A voz marcante como a tua chegada,

que pára o tempo

à tua volta.

Olhos intensamente brilhantes,

pulsantes,

como a caudalosa castanhez

do leito de um riacho doce.

Doce como teus gestos,

insinuantes na leve dança

do teu corpo moreno,

vívido,

uníssono,

na essência

do teu existir.


Quanto Mais

Quanto mais te beijo

Quanto mais te amo

Muito mais te quero

Amor em mim, amor profano

Pecado que não existe

Vontade que persiste

Vontade que me deixa triste

De tão perto estar de ti

De não poder te tocar

Aceitar teu falso "não"

Te ver ninar

A menina e o irmão

Saber que estás tão perto

E não poder te amar

Fazer a mão singrar pelo teu corpo

Fitar teus cândidos olhos

Sentir em mim do amor o sôpro,

Me dizendo:

"Quanto mais te beijo

Quanto mais te amo

Quanto mais te quero"

E com meus olhos te respondo:

Então te espero...

Preciso

Preciso fazer com que essa chama se apague

Preciso fechar essa porta

Que insiste em abrir-se

Com o sopro do vento da saudade

Preciso que se faça em mim o esquecimento

Pois que não suporto mais o sofrimento

Pois que meu coração clama por parar de navegar errante

Neste mar de crueldade

Pois que a solidão chora, fala alto

E ainda me corta.

Pois que minha alma está cansada

De esperar por alguém que a afague.

Preciso...

Bárbaro

Ímpar
Pop
Cult
Bárbaro
Do seu forte abraço
De sua impetuosa bondade
Do seu sincretismo
Infinito saber
Aflora
A Amizade Sincera
Intepestuosa
Volátil
Luz
Que a tudo cativa
Nenhuma alma
Se desvencilha do seu brilho
Ímpar
Pop
Cult
Bárbaro...

O olhar


A troca de olhar

Que atravessa o ar,

Os muros, os carros,

Pessoas comuns

E estranhas pessoas.

A escuridão repentina

Que não desfaz o elo

Eterno e único

Que reduz o tudo

Ao nada.

Olhares absurdamente radiantes e

Incansavelmente felizes.

Olhares absolutamente poderosos,

Magneticamente implacáveis,

Tornando infinito o instante

Em que se defrontaram.

Como se nada existisse no mundo

Além dos donos destes olhos,

Tornando infinito o instante

Em que se encontraram.

Olhar inesquecível ainda que momentâneo,

Olhar implacável,

Que consegue subjugar

Aos mais arredios

E astutos olhos.

Olhar que faz o outro confessar

Os desejos mais escondidos,

A vontade de se entregar

E unir-se Em um só

Sôpro de vida.

Percorrer os corpos sofregamente,

Sem as mãos,

Ainda que querendo

Possuir desesperadamente

Um ao outro,

E não poder.

Vencida a distância

Entre seus corpos,

Saciados os desejos

De suas carnes,

Esquecidas as barreiras

Que suas existências impõem,

Esquecem seus corpos

Fatigados e soltos

Lado a lado.

Os olhos

Antes vorazes

Agora repousam

Sobre a boca,

A tez,

O dorso,

As mãos,

Os cabelos,

Os braços.

Sobre cada fragmento

Do ser que há pouco

Ou muito tempo

Reciprocamente desejavam.

Até que então se fecham

E levam os donos destes olhos

A um sonho brando

E branco,

Dos quais certamente

Não se lembrarão.

Seus pensamentos

Também estão adormecidos

E esgotados.

Totalmente indefesos,

Entregues ao relento

E covardemente rendidos...

Por aquele olhar.

Medo de Góbi

Tu és como um oásis no meio do deserto,
Que muda de lugar

com a dança eternaDas areias
Encontrar-te é uma dúvida

Que me angustia,
Pois a cada dia só
Se faz mais certa a incerteza,
Dança das areias,
Do dia em que irei te encontrar...

A Tua Passagem

Mesmo que
em um segundo apenas
se faz presente,
furtivamente,
assustada,
para se fazer valer a tua existência
em minha lembrança,
a tua passagem
em meu dia.

Lampejo

Despertaste em mim

a dúvida existencial

que faz sucumbir o homem

à Força do coração...

à fraqueza do desejo,

ao medo do arrependimento,

de deixar a vida passar diante de si...

Fugidío

Tolher a carência tua,

Rasgar o peito e pôr pra fora

O que grita a alma.

Enquanto toco os teus pés

E repouso meus beijos

Nos olhos teus.

Fazer dissipar

Teu medo fugidio,

A cada momento que pedes

Que fique ao lado teu.

Para tanto fazer

Falta tão pouco,

Mas fica em mim a incerteza, medo

Do teu negar.

De não querer que eu faça

Tolher a carência tua.

Eternas

Enquanto insistes

Em transformar teus anseios,

Sentimentos desconexos

Que atordoam à minha lancinante angústia.

Pois nunca sei

Como receber-te em tua volta,

Se com o beijo,

Se com o olhar.

Porém meu espírito afaga o teu agora,

Enquanto adormecida estás.

Sempre,

Numa entrega cármica,

Certeza de duas existências passadas,

Duas existências amantes.

Em Vão

Ao preço de tuas sutis súplicas,

Ansioso capricho faz pouco,

Fingindo que tais não existem.

Torna teus olhos em direção à indiferença,

Enquanto tanto

E tudo quer.

E tendo dado

Tão pouco.

Desvairio

Desatino latente,

Incerto errante.

Turvas vontades

Que afloram de um nada

Inebriante.

Meu abraço

Que insiste num laço

Em torno tua alma.

Desesperado

Por não conseguir aplacar,

Em vão,

O desatino latente,

Incerto errante.

Canto

Gosto de assim pensar.

O lugar do canto

é um canto do mundo,

que abraça um pedaço

de nossas vidas.

Vidas que cantam,

que se cruzam num canto,

do lugar do canto,

num canto do mundo

Acalenta

Acalenta e acalma
a alma.
Sorri para
o mundo.
Afaga
e ouve...
Sorve a
alegria
do dia,
da noite
num copo.
Inebria o infinito
com tua existência,
esfuziante,
incessante,
cativante,
que num segundo incendeia
à tudo
à sua volta...
E no outro
acalenta e acalma
a alma.

Alívio

Frenesi
que toma a minha mão,
abraçada em desespero à pena,
Na ânsia de discorrer palavras
Num sem fim.
Incansável,
Sofregamente,
Coito Cálido,
Furtivo,
Que explode em um êxtase
De letras alvoroçadas.
Ápice do prazer abstrato de mim,
Insano poeta.

Miragem

Miragem
que pára o tempo.
Num instante,
O teu surgimento.
Meu silêncio,
Calado lamento.
Miragem...
que pára o tempo.
Decidir-se entre a felicidade alheia
e a própria felicidade.
Egoísmo de Fato...
Bem Necessário.