Da janela,
Abre teu sorriso
Para a ladeira.
De onde vêem-se montanhas,
De onde surgem os dias,
Uns
Após os outros.
Da janela
Tua voz fala da saudade,
Passiva saudade,
Que espera que eu mande te buscar.
Da janela bate o vento
Sala adentro.
Vento,
Brisa fria do inverno,
Triste desalento.
Poeira,
Que traz o vento.
Queria eu
Que fosse tu,
Ao menos uma vez,
Como o vento.
Que trouxesse para mim
De volta o teu sorriso.
Fosse tu,
O vento.
Pois que o vento leva,
Pois que o vento traz.
Vento não manda buscar,
Vento sopra pra longe,
Vento nasce do nada,
Leva.
Vento soprou daqui,
Para a ladeira distante,
O teu sorriso.
Deixou saudade.
Mas vento não volta.
Vento só vai,
Se dissipa,
Desaparece,
Morre o vento.
Vento nasce,
Vento nascente da ladeira,
Sorrateiramente,
Que sopra a passividade pelas frestas,
Subitamente enche teu coração de coragem,
E faz maior,
A tua vontade de chegar.
Pois que vento vem,
Vento traz.
Vento não manda buscar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário