terça-feira, 15 de setembro de 2009

Vento

Da janela,

Abre teu sorriso

Para a ladeira.

De onde vêem-se montanhas,

De onde surgem os dias,

Uns

Após os outros.

Da janela

Tua voz fala da saudade,

Passiva saudade,

Que espera que eu mande te buscar.

Da janela bate o vento

Sala adentro.

Vento,

Brisa fria do inverno,

Triste desalento.

Poeira,

Que traz o vento.

Queria eu

Que fosse tu,

Ao menos uma vez,

Como o vento.

Que trouxesse para mim

De volta o teu sorriso.

Fosse tu,

O vento.

Pois que o vento leva,

Pois que o vento traz.

Vento não manda buscar,

Vento sopra pra longe,

Vento nasce do nada,

Leva.

Vento soprou daqui,

Para a ladeira distante,

O teu sorriso.

Deixou saudade.

Mas vento não volta.

Vento só vai,

Se dissipa,

Desaparece,

Morre o vento.

Vento nasce,

Vento nascente da ladeira,

Sorrateiramente,

Que sopra a passividade pelas frestas,

Subitamente enche teu coração de coragem,

E faz maior,

A tua vontade de chegar.

Pois que vento vem,

Vento traz.

Vento não manda buscar.

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