Tocar a alma
Não tomar o corpo.
Ver o ser
Que se aproxima nsinuante,
Sentir sua energia extenuante
Ouvir suas dúbias súplicas.
Saciar sua sede,
Envolver seu corpo na dança.
Enebriar-se do seu suor,
Confundir-se e perder-se
Mais uma vez
Diante do não.
Querer acreditar
E estender meus dedos
Até seus cabelos,
Suas costas.
Sorver a sua garganta
Com Meus lábios.
Obedecendo sempre
Sua voz.
Desacatar
Um só pedido seu
Custou sua recusa eterna.
Ah!
Quem dera que,
Se ouvisse ,
Meu cantar em seu ouvido
Quando
Ordenasse-me,
Que Seus olhos
Imensamente azuis
Fechariam-se,
A minha boca
Tocaria a sua.
Quem sabe se
Nesse momento
Arrebataria seu corpo,
Acorrentando
Sua sede de carne.
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