terça-feira, 15 de setembro de 2009

Quase

Tocar a alma

Não tomar o corpo.

Ver o ser

Que se aproxima nsinuante,

Sentir sua energia extenuante

Ouvir suas dúbias súplicas.

Saciar sua sede,

Envolver seu corpo na dança.

Enebriar-se do seu suor,

Confundir-se e perder-se

Mais uma vez

Diante do não.

Querer acreditar

E estender meus dedos

Até seus cabelos,

Suas costas.

Sorver a sua garganta

Com Meus lábios.

Obedecendo sempre

Sua voz.

Desacatar

Um só pedido seu

Custou sua recusa eterna.

Ah!

Quem dera que,

Se ouvisse ,

Meu cantar em seu ouvido

Quando

Ordenasse-me,

Que Seus olhos

Imensamente azuis

Fechariam-se,

A minha boca

Tocaria a sua.

Quem sabe se

Nesse momento

Arrebataria seu corpo,

Acorrentando

Sua sede de carne.

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